Diário de leitura - Capítulos 1 e 2 da segunda parte
Artie e Françoise estavam conversando quando um vizinho os avisou que Vladek, pai de Artie, havia tido um infarto. Artie ligou para o seu pai e perguntou a ele por que ele não estava num hospital, já que ele teve um ataque cardíaco. Vladek tinha mentido sobre o ataque, com a desculpa de que queria ter certeza que ele Artie iria retornar suas ligações.
Vladek descansava com um amigo em um dormitório. Chegaram mais de quatrocentos prisioneiros e no lugar havia uma superlotação, era horrível para ir ao banheiro e dormir, um total caos. Apesar dos generais manterem a organização como ordem de disciplina com as
Os judeus e os comunistas estavam sendo escravizados e fazendo trabalho forçado, com muito trabalho e pouca comida. Era uma vida difícil, eu não conseguiria imaginar tal coisa acontecendo nos dias de hoje, apesar de saber que muitas pessoas vivem nessas condições: nem precisamos ir muito longe, aqui mesmo no Brasil podemos encontrar casos de escravidão por parte de indústrias e outros.
Curiosidades sobre os capítulos:
Artie não tinha uma relação muito boa com seu pai – o que não é segredo para
ninguém - mas ainda assim, foi até a casa dele. No caminho, ia conversando com Françoise: dizia que se tivesse a oportunidade de escolher algum dos dois pais, Anja ou Vladek, para salvar dos nazistas, escolhera a mãe.
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| Número de sobrevivente do holocausto. |
Vladek conta que Anja foi levada para o lado oposto de Auschwitz, mas mesmo com a guerra os separando, eles nunca ficaram realmente separados emocionalmente, pois pensavam um em outro o tempo todo.
No campo de concentração, os judeus foram levados para o banho e pegavam qualquer roupa e sapato que os generais nazistas entregavam. Todos foram marcados com um número no braço, para identificação, e um padre disse a vladek que, segundo os números em seu braço, ele sairia vivo. De qualquer forma, ninguém acreditava que isso era verdade. A esperança de todos já havia acabado há tempos, neste momento do livro, podemos ver a agonia dos personagens, que passam a simplesmente esperar pela morte.
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| Dormitório em um campo de concentração. |
pessoas do campo de concentração, os judeus eram tratados quase que como animais.
Como Vladek sabia falar e ler inglês e polonês, pediram para que ele ficasse mais a esquerda em uma fila de seleção - provavelmente, seleção de quem iria morrer -, e ele foi escolhido para trabalhar no campo, ganhando alguns direitos que antes lhe foram privados: ele pode colocar uma roupa que o servisse, um sapato de couro que substituia o de madeira, entre outros. Pediu alguns pertences para ajudar seu amigo, mas foi levado para a área
de trabalho antes de pagar as coisas, e ninguém podia fazer nada.
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| Soldado nazista castigando judeu. |
Vladek ensinava ao guarda Kapo a falar inglês, e isso lhe proporcionava alguns benefícios: ele sabia quando aconteceria uma nova convocação para matar nas câmaras de gás, e quando isso acontecia, podia se esconder no quarto do Kapo para que não fosse morto. Mas ele não podia usar seu tempo para apenas ensinar, ele teria de continuar em alguma área de trabalho qualificado, pois assim ele garantia mais benefícios, que podiam salvar sua vida. Ainda assim, ele o os outros judeus continuavam sendo tratados de uma forma desumana. Vladek conta que passou por varias dificuldades dentro de Auschwitz, entre elas, a fome, já que a comida que serviam era ruim e podia até estar estragada: se ele comesse o que os nazistas o entregavam, corria o risco de morrer mais rápido.
Curiosidades sobre os capítulos:
- Prisioneiros tinham distintivos triangulares em seus uniformes. A cor de cada triângulo indicava se o prisioneiro era um inimigo político, um criminoso comum, um imigrante, uma Testemunha de Jeová, um "anti-social", um homossexual, um cigano ou um judeu.
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| Significados dos triângulos nos prisioneiros. |
- Prisioneiros judeus tinham seus números de identificação marcados através de “carimbos” no Campo de Concentração de Auschwitz: o ferro, quente, deixava uma marca sobre a pele;
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| Carimbos Nazistas utilizados nos judeus nos campos de concentração. |
- Até 1941, oficiais da SS (polícia militar de Hitler) eliminavam pequenos grupos de prisioneiros em caminhões de transporte, trancando-os em caçambas seladas que recebiam monóxido de carbono do escapamento;
- Irma Grese, também conhecida como “A Cadela de Belsen”, foi um símbolo de crueldade em Auschwitz. Armada com um chicote e uma pistola, dizia-se que ela possuía artigos feitos com pele humana em seu dormitório;
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| Mulher com Tifo durante a Segunda Guerra. |
- No livro, Vladek sofre com uma doença chamada "Tifo": o Tifo é uma doença epidêmica transmitida por parasitas comuns do corpo humano, como os piolhos. Ela foi a causa de muita mortes de prisioneiros nos campos de concentração: Anne Frank, famosa figura da literatura, sua morte causada pelo Tifo.
Texto: Sofia Yabu
Revisão: Raissa Vilela
Imagens: Giovana Hampl
Curiosidades: Mariana Carneiro
Revisão e postagem: Lívia Borghi






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