Diário de leitura: Capítulos 3 e 4


Imagem relacionadaArtie foi até a casa de seu pai, Vladek, para escutar as historias de seu passado. Seu pai o contou sobre quando foi recrutado em 1939. No começo de setembro os soldados estavam na fronteira dento das trincheiras, e do outro lado estavam os alemães. Vladek atirou em uma “árvore” que estava se mexendo.  Somente depois percebeu que era um soldado e que ele havia matado o mesmo. Nesse momento do livro vemos a Guerra tomando forma, a invasão da Polônia foi rápida, mas ainda assim temos uma real visualização do desespero que começa a se formar.



                                Soldados alemães durante a invasão a Polônia.
                                

 Após duas horas de luta os nazistas conseguiram invadir o outro lado do rio, e levaram Vladek preso junto com outros, todos foram para perto de Nuremberg. Os prisioneiros foram obrigados a trabalhar durante algumas semanas até que os levaram para outro campo maior.  
Vladek um dia teve um sonho onde o fantasma de seu avô dizia que no dia de Parashah Truma - que iria ocorrer em três meses - ele iria sair de lá. No sábado previsto no sonho a Cruz Vermelha apareceu na fábrica e cada trabalhador ganhou um pacote, e foram mandados de volta para a Polônia. Seria coincidência ou realmente o sonho de Vladek foi uma previsão? Os judeus, como são mostrados no livro, se mantinham fiéis às suas crenças, mesmo que fossem perseguidos como ratos.
 O trem onde Vladek estava passou direto por Sosnowiec, onde ele morava. Eles ficaram em tendas, esperando informações sobre o que seria feito com eles. Depois de muito tempo esperando as autoridades judaicas trouxeram a informação de que os nazistas haviam atirado em 600 ex-prisioneiros de guerra e eles eram os próximos. Começa aí o sentimento de desespero, de que você poderia se assassinado sem nenhum tipo de misericórdia a qualquer momento. Qualquer um poderia matar um judeu na área anexado a Alemanha.

                                                 Polícia Alemã em Sosnowiec.


  Em 1940, Vladek voltou do campo de prisioneiros e foi para sua casa, ver sua família. Na casa de Vladek durante a refeição eles conversavam sobre como as pessoas recebiam uma pequena quantidade de comida por semana, porem existia o mercado negro, onde você conseguia qualquer coisa, bastava ter dinheiro. Pessoas que utilizavam o mercado negro, quando eram pegas pelos alemães, nunca mais eram vistas. A fábrica da família de Vladek em Bielsko foi tomada por administradores arianos, assim como todos os negócios que pertenciam aos judeus. A situação dessa minoria piorava cada vez mais, todo dia a liberdade dos judeus era limitada mais um pouco (se é que podemos chamar isso de liberdade).



Judeus na Polônia durante a Guerra.



Anja:"Mas nós precisamos lutar
para sobreviver!"
Durante um pouco mais de um ano Vladek viveu com a liberdade restringida ao máximo com sua família, com uma carteira de trabalho falsa (caso oficiais pegassem ele), e vendendo tecidos para seu amigo alfaiate. No fim de 41 a família de Vladek foi forçada a se mudar para uma casa com somente dois quartos e meio, onde moravam muitas pessoas. No dia 12 de agosto, todos os judeus deviam aparecer para carimbar os documentos, mesmo achando que era armadilha, muitos foram com medo do que podia acontecer se não fossem.

Poucos ficaram em Sosnowiec, muitos judeus nunca mais foram vistos depois daquele dia.






Curiosidades sobre os capítulos:

  • Quando a Alemanha invadiu a Polônia, no dia 1 de setembro de 1939, a guerra foi oficialmente declarada pelos Franceses e Britânicos, no entanto nenhuma batalha foi travada por oito meses;
Imagem relacionada
  • Esse período ficou conhecido como ``Guerra de mentira``, que terminou em 1940 com a invasão da Alemanha a França;
  • O Parashah Truma, como é citado no livro, é a décima nona semana porção semanal de texto do Torá;
  •  Na tradição judaica a leitura do Torá é dividida e 54 partes para completar o ciclo anual;
  • Durante a Segunda Grande Guerra, a Alemanha Nazista aplicou um oque de recolher aos judeus, isto é, a partir de um certo horário os judeus não podam mais ser vistos na rua. Mais um exemplo de como aos poucos, os judeus eram isolados da sociedade até que, em fim,  fossem mandados para os campos  de concentração;
Texto: Raíssa Vilela
Reescrita: Giovana Hampl
Imagens: Sofia Yabu
Curiosidades: Lívia Borghi
Revisão e postagem: Luísa Mercadante

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